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SAÚDE

Práticas Integrativas e Complementares: uma tendência mundial

Jacqueline Guerra, naturóloga, coach e jornalista

21 de março de 2018

As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) seguem crescendo em vários países de acordo com a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Brasil, o Ministério da Saúde realizou o 1º Congresso Internacional de Práticas Integrativas e Complementares, de 12 a 15 de março, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, a Coordenação Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (CNPICS)  anunciou dez novos procedimentos para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS): aromaterapia, terapia floral, bioenergética, apiterapia, constelação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos e ozonioterapia.

No total são 29 procedimentos, incluindo os que já faziam parte do programa: ayurveda, homeopatia, medicina tradicional chinesa, medicina antroposófica, plantas medicinais/fitoterapia, arteterapia, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa, termalismo social/crenoterapia e yoga.

 

 

Esse avanço vem consolidando a criação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPICs), que foi implementada em 2006. Segundo o Ministério da Saúde, as terapias estão presentes em 9.350 estabelecimentos de saúde em 3.173 municípios, sendo 88% na Atenção Básica. Em 2017, foram registrados 1,4 milhão  de atendimentos.

Esse reconhecimento é um avanço também para a Naturologia, única profissão com formação em graduação voltada para o enfoque em Práticas Integrativas e Complementares.

A CNPICS também promoveu o lançamento do Glossário temático Práticas Integrativas e Complementares em Saúde

glossario-tematico

 

A medicina integrativa e complementar é uma tendência mundial. Por exemplo:

– A medicina complementar é ensinada em mais de 50% das faculdades de medicina nos Estados Unidos (fonte: Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e em San Diego).

– a população dos EUA gastou US$ 33,9 bilhões em terapias complementares (fonte: National Health Interview Survey – NHIS (Pesquisa Nacional de Entrevistas de Saúde).

– a medicina complementar e integrativa é utilizada por mais de 100 milhões de cidadãos da União Europeia, dos quais 9 milhões vivem no Reino Unido (fonte: Jornal The Guardian).

–  a porcentagem de entrevistados japoneses que usaram pelo menos uma terapia complementar nos últimos 12 meses foi maior do que aqueles que usaram medicina ocidental ortodoxa (76% versus 65,6%). (fonte: pesquisa nacional por amostragem aleatória e por telefone da população ponderada pela Tsukuba College of Technology Clinic, Japão).

– 24% dos adultos da Nova Zelândia visitaram um praticante de medicina complementar durante o período de estudo de 12 meses. Massoterapeutas, homeopatas e naturopatas estavam entre os praticantes mais consultados. (Fonte: Inquérito de Saúde da Nova Zelândia em 2002-2003.

– no Brasil, Florianópolis é considerado referência pelo Ministério da Saúde. 90% das 49 unidades de saúde oferece práticas integrativas.

Na consulta de Naturologia, as Práticas Integrativas e Complementares são aplicadas dentro de uma abordagem vitalista para o restabelecimento do equilíbrio do organismo.

 

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